लामायुरु गोम्पा

( Mosteiro de Lamayuru )

O Mosteiro de Lamayuru, Gompa de Lamayuru, Mosteiro de Yungdrung ou Mosteiro de Yuru (em tibetano: བླ་མ་གཡུང་དྲུང་དགོན་པ་; Wylie: bla ma gyung drung dgon pa ["mosteiro eterno"] em urdu: لمیرو گومپا) é um mosteiro budista tibetano (gompa) do Ladaque, noroeste da Índia. Situa-se na aldeia de Lamayuru, 110 km oeste de Lé, 20 km a oeste-sudoeste de Khalsi e 107 km a leste-sudeste de Cargil. É uma das maiores e mais antigas gompas do Ladaque e pertence à seita Drikung Kagyu.

O mosteiro situa-se a 3 500 metros de altitude, numa área de paisagem de aspeto lunar, rodeada de montanhas pedregosas. As suas torres brancas erguem-se no cimo de uma escarpa quase vertical estranhamente erodida, abaixo da qual há casas de barro arruinadas. O local foi um ponto importante da Rota da Seda e segundo a tradição, serviu de abrigo ao famoso iogue e poeta tibetano Milarepa durante a sua viagem nos Himalaias. É pr...Ler mais

O Mosteiro de Lamayuru, Gompa de Lamayuru, Mosteiro de Yungdrung ou Mosteiro de Yuru (em tibetano: བླ་མ་གཡུང་དྲུང་དགོན་པ་; Wylie: bla ma gyung drung dgon pa ["mosteiro eterno"] em urdu: لمیرو گومپا) é um mosteiro budista tibetano (gompa) do Ladaque, noroeste da Índia. Situa-se na aldeia de Lamayuru, 110 km oeste de Lé, 20 km a oeste-sudoeste de Khalsi e 107 km a leste-sudeste de Cargil. É uma das maiores e mais antigas gompas do Ladaque e pertence à seita Drikung Kagyu.

O mosteiro situa-se a 3 500 metros de altitude, numa área de paisagem de aspeto lunar, rodeada de montanhas pedregosas. As suas torres brancas erguem-se no cimo de uma escarpa quase vertical estranhamente erodida, abaixo da qual há casas de barro arruinadas. O local foi um ponto importante da Rota da Seda e segundo a tradição, serviu de abrigo ao famoso iogue e poeta tibetano Milarepa durante a sua viagem nos Himalaias. É provável que o local fosse considerado sagrado antes da chegada à região do budismo.

No passado, foi um dos maiores mosteiros do Ladaque, chegando a ter 400 monges. No início da década de 2010, viviam no mosteiro 30 a 50 monges, embora no total pertençam ao mosteiro cerca de 150 monges. A maior parte destes vivem e dão aulas em mosteiros dependentes de Lamayuru situados em aldeias vizinhas.

Os monges organizam dois festivais religiosos por ano, no segundo e no quinto meses do calendário tibetano (geralmente março e junho no calendário gregoriano). Durante esses festivais, todos os monges se reúnem no mosteiro para orações, que são acompanhadas por três dias de dança de máscaras cham.

O tibetologista August Hermann Francke (1870–1930) escreveu que, "de acordo com a tradição popular", o mosteiro era o principal mosteiro Bön do Ladaque. O nome Yungdrung significa "sauástica" (cruz suástica em rotação para a direita), um símbolo popular Bön para eternidade.[1][2]

 Espetáculo ritual com dança de máscaras cham

Segundo lendas antigas, no tempo de Sakyamuni (o Buda histórico), o vale de Lamayuru era um lago de águas cristalinas onde viviam nagas (serpentes sagradas). O bodisatva Madhyantaka profetizou que o lago seria esvaziado e que um mosteiro seria ali construído. Muitos séculos mais tarde, o académico e mahasiddha indiano Naropa que viveu entre os séculos X e XI, foi para Lamayuru, onde passou muitos anos a meditar numa caverna, a qual ainda pode ser vista no dukhang (sala da assembleia) do mosteiro. Depois disso, Naropa provocou uma racha numa encosta que fez com que o lago esvaziasse. Quando isso aconteceu, Naropa encontrou um leão morto e nesse local fundou o primeiro templo de Lamayuru, o Singhe Ghang (ou Seng-ge-sgang, "colina do leão").[3] Este templo ainda existe e é o edifício mais antigo do mosteiro, mas segundo Francke é atribuído a Rinchen Zangpo (958–1055).[4]

Rinchen Zangpo foi encarregado de construir 108 gompas pelo rei do Ladaque e é certo que muitas gompas do Ladaque, do vale de Spiti e outras regiões vizinhas datam desse período.[4] As gompas mais antigas do Ladaque, como a de Lamayuru e de de Alchi, bem como outras situadas em áreas mais remotas, como a de Wanla, de Mangyu e de Sumda, passaram a certa altura incerta para o controlo da seita Kadampa, caindo depois em declínio até mudarem novamente de seita, a maior parte deles para a Gelugpa. Lamayuru e Wanla (situado 14 km a sudeste de Lamayuru) foi uma exceção, tendo por alguma razão ficado sob o controlo da seita Drikungpa.[5]

Originalmente a gompa era constituída por cinco edifícios, dos quais apenas se conserva o do centro[3] e algumas ruínas das esquinas dos restantes.[6] No século XVI, o rei do Ladaque Jamyang Namgyal foi curado de lepra por um lama do Tibete, a quem o rei ofereceu Lamayuru como forma de agradecimento. O rei concedeu ainda privilégios á área do mosteiro, a qual ficou isenta de pagar impostos e declarada santuário onde ninguém podia ser preso. Por essa razão, Lamayuru ainda é conhecida no Ladaque como Tharpa Ling ("local de liberdade").[3]

Francke 1907, pp. 52-53. Francke 1914, pp. 96-98. a b c Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome btur a b Francke 1914, pp. 96-97. Rizvi 1996, pp. 219-220. Schettler & Schettler 1981, pp. 100, 102
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