كنيسة القيامة

( Santo Sepulcro )

A Basílica do Santo Sepulcro é um templo cristão localizado no Bairro Cristão da Cidade Antiga de Jerusalém onde, segundo a tradição (João 19:41-42), Jesus teria sido crucificado, sepultado e, ao terceiro dia, teria ressuscitado. Administrada e repartida entre as igrejas Católica Romana, Católica Ortodoxa, Apostólica Armênia, Ortodoxa Copta, Ortodoxa Siríaca e Ortodoxa Etíope, constitui um dos locais mais sagrados da cristandade.

 Exterior do Santo Sepulcro em 1885.

Na sequência da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o imperador romano Adriano visitou a cidade do acre em 129–130, ordenando a sua reconstrução segundo um modelo que visava fazer dela uma cidade pagã chamada Élia Capitolina.[1][2] Neste sentido, o imperador ordena que o local identificado com a sepultura de Jesus seja coberto com terra e que nele fosse construído um templo dedicado a Vénus.[3]

Em 313, o imperador Constantino decretou o Édito de Tolerância para com os cristãos (ou Édito de Milão), que implicou o fim das perseguições. Em 326, sua mãe, Helena, visitou Jerusalém com o objectivo de procurar os locais associados aos últimos dias de Jesus. Em Jerusalém, ela identificou o local da Crucificação (o rochedo chamado Gólgota) e a tumba próxima conhecida como Anastasis ("ressurreição", em grego).[1] O imperador decidiu então construir um santuário apropriado no local, a Igreja do Santo Sepulcro, no lugar do templo do imperador Adriano dedicado a Vénus. Os arquitectos inspiraram-se não nas estruturas religiosas pagãs, mas na basílica, um edifício que entre os romanos servia como local de encontro, de comércio e de administração da justiça.[4]

Em 614, a igreja de Constantino foi gravemente danificada durante um incêndio ocorrido durante uma invasão dos persas sassânidas que roubaram os tesouros da igreja, restando apenas alguns restos escassos dela. A basílica foi reconstruída pelos bizantinos durante a reconquista da cidade pelo imperador Heráclio.[5]

Em 638, a cidade de Jerusalém, assim como toda a Palestina, passou para as mãos dos muçulmanos. Os primeiros líderes muçulmanos de Jerusalém revelaram-se tolerantes para com o cristianismo. Em 966, as portas e o telhado da igreja foram queimados durante um motim. Em 1009, o califa fatímida Aláqueme Biamir Alá ordenou a destruição de todas as igrejas de Jerusalém, incluindo o Santo Sepulcro, sendo que somente os pilares da igreja, que eram da época de Constantino, sobreviveram à destruição.[6] A notícia da sua destruição foi um dos factores que estiveram na origem das Cruzadas.[7]

 Diagrama da Igreja do Santo Sepulcro, mostrando diferentes partes da igreja, em especial a capela onde Jesus foi enterrado e o altar da Crucificação.

Em vastas negociações que variam entre os fatímidas e o Império Bizantino entre 1027 e 1028, foi feito um acordo pelo qual o novo califa Ali az-Zahir (filho de Aláqueme) concordou em permitir a reconstrução e redecoração da Igreja.[6] A reconstrução foi finalmente concluída com o financiamento da despesa feita pelo imperador Constantino IX Monômaco e Nicéforo, patriarca de Jerusalém, em 1048. Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e tomaram posse dessa igreja que, no seu essencial, é a que existe atualmente.[8] A nova igreja foi consagrada em 1149. Debaixo da igreja encontra-se a cripta de Santa Helena, local onde a mãe de Constantino afirmou ter encontrado a Verdadeira Cruz na qual Jesus Cristo teria sido crucificado.

Com o regresso de Jerusalém ao domínio islâmico em 1187, Saladino proibiu a destruição de qualquer edifício religioso associado ao cristianismo. No século XIV, o local começou a ser administrado por monges católicos e por monges ortodoxos gregos. Outras comunidades pediam também a possibilidade de gerir o local (coptas egípcios e coptas sírios).[9]

No século XVIII, procedeu-se à reparação da cúpula da Igreja do Santo Sepulcro. Em 1808, um incêndio danificou o local e a restauração iniciou-se em 1810. Novos restauros ocorrem entre 1863 e 1868. Em 1927, um abalo sísmico em Jerusalém causou graves estragos à estrutura.[10]

Em 2016, a Igreja do Santo Sepulcro passou por uma profunda reforma, visando a restauração e estudos arqueológicos de sua Edícula, e, pela primeira vez desde 1555,[1] o túmulo onde Jesus teria sido sepultado foi aberto e, segundo os cientistas e arqueólogos envolvidos na abertura, a estrutura original da caverna estava intacta.[10][11] O túmulo ficou aberto por 60 horas e fechado novamente[12] e, provavelmente, só será reaberto em centenas ou até milhares de anos.[13] Aproveitando as obras de restauro, arqueólogos retiraram pedaços de argamassa de diversas partes do local para precisar as datas de construção, restado comprovadas as datas supramencionadas; o ano de 335, a construção do local e sua restauração em meados do século XVI, além da confirmação de que a entrada e Edícula atuais foram construídas no século XI, após a destruição do local em 1009.[14][15] O custo das obras de restauração de 2016 foi de 3,5 milhões de dólares.[9][16] Foi reaberta para visitação ao público em 22 de março de 2017.[17]

No dia 25 de fevereiro de 2018, os administradores do templo o interditaram como forma de protesto à cobrança de impostos por parte do município de Jerusalém.[18]

a b c Especial Santo Sepulcro. Christian Media Center. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome NatGeo Witcombe, Christopher L.C.E. Holy Sepulchre, Israel. Sweet Briar College (em inglês). Moore, Kathryn B. (2017). The Architecture of the Christian Holy Land: Reception from Late Antiquity through the Renaissance. (PDF). Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 9781107139084  Ancient witnesses on the church of the Holy Sepulchre. Pravoslavie (em inglês). a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome Brit Pernoud, Régine (1993). A mulher no tempo das cruzadas. Campinas: Papirus. p. 31. ISBN 9788530802295  Perrier, Jacques (Inverno de 2017). «The restoration of the "ædicule" that protects the Holy Sepulchre» (PDF). Jerusalem Cross (Revista da Ordem do Santo Sepulcro). 45: 14-15  a b Sherwood, Harriet (21 de junho de 2016). «Church project to conserve tomb of Christ gets $1.3m boost». The Guardian  a b Romey, Kristin (26 de outubro de 2016). «Exclusive: Christ's Burial Place Exposed for First Time in Centuries». National Geographic  Pappas, Sebastian (31 de outubro de 2016). «Images: The Church of the Holy Sepulchre». Live Science  New images reveal the £3 million restoration of Christ's burial shrine. National Technical University of Athens. Beall, Abigail (24 de novembro de 2016). «New images reveal the £3 million restoration of Christ's burial shrine that contains the slab on which 'Jesus was resurrected after crucifixion'». Daily Mail  Romey, Kristin (28 de novembro de 2017). «Exclusive: Age of Jesus Christ's Purported Tomb Revealed». National Geographic  Collins, Tim (29 de novembro de 2017). «Age of 'Christ's tomb' is revealed: Mortar used in the complex dates to Rome's first Christian emperor suggesting it really IS where 'Jesus was buried and resurrected'». Daily Mail  Papa Francisco ajuda a financiar a restauração do Santo Sepulcro. Aleteia. «The inauguration of the Holy Sepulchre ædicule» (PDF). Jerusalem Cross (Revista da Ordem do Santo Sepulcro). 46: 15-16. Primavera de 2017  «Terra Santa: Santo Sepulcro permanece fechado». Vatican News. 26 de fevereiro de 2018. Consultado em 27 de fevereiro de 2018 
Fotografias por:
Gerd Eichmann - CC BY-SA 4.0
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