A Aljafería é um palácio fortificado construído na segunda metade do século XI, durante o reinado de Amade Almoctadir, em Saragoça, que servia como coresidência dos reis hudidas e que reflete o esplendor alcançado pela Taifa de Saragoça no momento de seu máximo apogeu político e cultural.

Sua importância reside no fato de que é o único testemunho conservado de um grande edifício da arquitectura islâmica espanhola da época das taifas. De modo que, se conserva um magnífico exemplo do Califado de Córdova, sua grande mesquita (século X), e outro do "canto do cisne" da cultura islâmica, a Alhambra de Granada, esta já do século XIV, deve-se incluir na tríade da arquitectura hispano-muçulmana a Aljafería de Saragoça (século XI) para conhecer as realizações da arte taifa dessa época intermédia de reinos independentes anterior à chegada dos almorávidas.

Depois da reconquista de Saragoça em 1118 por Afonso I, o Ba...Ler mais

A Aljafería é um palácio fortificado construído na segunda metade do século XI, durante o reinado de Amade Almoctadir, em Saragoça, que servia como coresidência dos reis hudidas e que reflete o esplendor alcançado pela Taifa de Saragoça no momento de seu máximo apogeu político e cultural.

Sua importância reside no fato de que é o único testemunho conservado de um grande edifício da arquitectura islâmica espanhola da época das taifas. De modo que, se conserva um magnífico exemplo do Califado de Córdova, sua grande mesquita (século X), e outro do "canto do cisne" da cultura islâmica, a Alhambra de Granada, esta já do século XIV, deve-se incluir na tríade da arquitectura hispano-muçulmana a Aljafería de Saragoça (século XI) para conhecer as realizações da arte taifa dessa época intermédia de reinos independentes anterior à chegada dos almorávidas.

Depois da reconquista de Saragoça em 1118 por Afonso I, o Batalhador passou a ser residência dos reis cristãos de Aragão, com o que a Aljafería se converteu no principal foco difusor do mudéjar aragonês. Foi utilizada como residência régia por Pedro IV, o Cerimonioso e posteriormente, na planta principal, foi efetuada uma reforma que converteu estas estâncias em palácio dos Reis Católicos em 1492. Em 1593 experimentou outra reforma que a converteria em fortaleza militar, primeiro segundo desenhos renascentistas (que hoje se podem observar no seu entorno, fosso e jardins) e mais tarde como aquartelamento de regimentos militares. Sofreu reformas contínuas, e grandes danos, sobretudo com os Sítios de Saragoça da Guerra da Independência Espanhola até que finalmente foi restaurada na segunda metade do século XX e atualmente acolhe as Cortes de Aragão.

Em sua origem a construção se fez extramuros da muralha romana, no plano de que seria o local onde os muçulmanos desenvolveriam seus exercícios militares conhecido como "La Almozara". Com a expansão urbana através dos anos, o edifício terminou por ficar dentro da cidade. Possui apenas um pequeno entorno ajardinado que fica insulado pelas ruas que passam a poucos metros dali.

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