Fordlândia (inicialmente: projeto agroindustrial) é um distrito brasileiro de 14 568 km² de extensão, no município paraense de Aveiro, situado às margens do Rio Tapajós, na Amazônia. Recebeu este nome porque foi uma cidade operária do projeto agroindustrial "Fordlândia" do empresário norte-americano Henry Ford em 1927.
O projeto, que emprestou o nome ao atual distrito, foi uma vasta área de terras adquirida pelo empresário, através de sua empresa Companhia Ford Industrial do Brasil, por concessão do estado do Pará de iniciativa do então governador Dionísio Bentes.
O projeto foi oficialmente encerrado em 24 de dezembro de 1945, em acordo entre a Ford e o governo federal. A partir de então, conhecido pela metáfora cidade fantasma, após os funcionários abandonarem os galpões e o maquinário. Mas legalmente virou uma Região Rural de Aveiro, na década de 1970 ocorreu a criação da rodovia Cuiabá-Santarém que trouxe para a região uma nova fronteira agrícola...Ler mais
Fordlândia (inicialmente: projeto agroindustrial) é um distrito brasileiro de 14 568 km² de extensão, no município paraense de Aveiro, situado às margens do Rio Tapajós, na Amazônia. Recebeu este nome porque foi uma cidade operária do projeto agroindustrial "Fordlândia" do empresário norte-americano Henry Ford em 1927.
O projeto, que emprestou o nome ao atual distrito, foi uma vasta área de terras adquirida pelo empresário, através de sua empresa Companhia Ford Industrial do Brasil, por concessão do estado do Pará de iniciativa do então governador Dionísio Bentes.
O projeto foi oficialmente encerrado em 24 de dezembro de 1945, em acordo entre a Ford e o governo federal. A partir de então, conhecido pela metáfora cidade fantasma, após os funcionários abandonarem os galpões e o maquinário. Mas legalmente virou uma Região Rural de Aveiro, na década de 1970 ocorreu a criação da rodovia Cuiabá-Santarém que trouxe para a região uma nova fronteira agrícola. Em 2017 foi elevada à categoria de Distrito (conforme Lei Municipal 134/2017).
Ford também sonhava em recriar uma nova América, que estava se deteriorando em seu país. Assim ergueu, nas margens do rio Tapajós, uma localidade com boa infraestrutura: luz elétrica, praças, cinemas, piscinas, campos de golfe e casas nos moldes das pequenas cidades dos Estados Unidos. Atualmente pleiteia emancipação política.
Em 1990, foi iniciada uma petição IPHAN para tombamento e preservação do patrimônio material das áreas de Fordlândia e Belterra, ainda em análise devido a necessidade de regularização fundiária e a dificuldade de acesso ao local (distante quatro horas de Santarém por via fluvial).
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