Itchan Kala ou Ichan-Kala (em usbeque: Ichan qalʼa) é a cidade interior muralhada situada no centro de Quiva, Uzbequistão, que desde 1990 está classificada como Património Mundial pela UNESCO. Nela se encontram mais de 50 monumentos históricos e 250 casas antigas, que datam sobretudo dos séculos XVIII e XIX, que formam um exemplo coerente e bem preservado da arquitetura islâmica da Ásia Central, não obstante ter muito poucas edificações antigas, à exceção do baluarte de Ak Cheikh Bobo (do século XII e do mausoléu de Sayid Alauddine (do século XIV). A muralha do Itchan Kala, que delimita o perímetro da cidadela, forma um retângulo alongado no sentido norte-sul, com 650 por 400 metros e 26 Ha.
Quiva situa-se num oásis, nos limites do deserto de Karakum, que fica imediatamente a sul da cidade, alguns quilómetros a sul do rio Amu Dária (anti...Ler mais
Itchan Kala ou Ichan-Kala (em usbeque: Ichan qalʼa) é a cidade interior muralhada situada no centro de Quiva, Uzbequistão, que desde 1990 está classificada como Património Mundial pela UNESCO. Nela se encontram mais de 50 monumentos históricos e 250 casas antigas, que datam sobretudo dos séculos XVIII e XIX, que formam um exemplo coerente e bem preservado da arquitetura islâmica da Ásia Central, não obstante ter muito poucas edificações antigas, à exceção do baluarte de Ak Cheikh Bobo (do século XII e do mausoléu de Sayid Alauddine (do século XIV). A muralha do Itchan Kala, que delimita o perímetro da cidadela, forma um retângulo alongado no sentido norte-sul, com 650 por 400 metros e 26 Ha.
Quiva situa-se num oásis, nos limites do deserto de Karakum, que fica imediatamente a sul da cidade, alguns quilómetros a sul do rio Amu Dária (antigo Oxo) e a sudoeste do deserto de Kyzyl Kum. Embora algumas fontes refiram que os vestígios arqueológicos mais antigos datam do século VI d.C. e os registos históricos mais antigos sejam do século X, oficialmente a cidade foi fundada no século VI a.C. e segundo algumas obras soviéticas da década de 1970 já existia no século XIII a.C. A cidade era o último local de paragem das caravanas, nomeadamente da Rota da Seda, antes da travessia do deserto em direção ao mar Cáspio, situado cerca de 200 km a ocidente em linha reta, e da Pérsia. Foi uma cidade importante da Corásmia, que se desenvolveu muito durante os séculos IX e X, quando fazia parte do Império Samânida e pode ter chegado a ter 800 mil habitantes. Entre o século XVI e o início do século XX foi a capital do Canato de Quiva.
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