Círculos de fadas
Os Círculos de fadas são trechos circulares de terra sem de plantas, variando entre 2 e 15 metros de diâmetro, geralmente rodeados por um anel de grama. Até 2014, sabia-se que o fenômeno ocorria apenas nas regiões áridas do deserto do Namibe, mas esse fenômeno aparece também em Pilbara na Austrália Ocidental.
Os círculos de fadas ocorrem tipicamente em vegetações gramíneas essencialmente monoespecífica, onde as condições são particularmente áridas. As gramíneas associadas são comumente espécies do gênero Stipagrostis. Estudos mostram que esses círculos passam por um ciclo de vida de cerca de 30 a 60 anos, Atingindo um pico de diâmetro de talvez 12 metros, após o qual amadurecem e "morrem" à medida que são invadidos, principalmente pelas gramíneas.
Das várias hipóteses sobre sua origem, duas são as mais fortes. Uma aponta que as clareiras seriam fruto da ação dos cupins. A outra diz que esses padrões resultariam da interação entre a água escassa e as plantas. Durante anos os cientistas intrigados por esses círculos foram se agrupando em torno dessas duas hipóteses.
Ao eliminar a vegetação, os cupins favorecem o acúmulo de água sob o solo arenoso, algo vital para sua sobrevivência. “O anel de vegetação ao redor das clareiras, que é, na verdade, o que chamamos de círculo de fadas, aparece porque as plantas aproveitam esse acúmulo de água para crescer (e crescer mais que a vegetação entre os círculos) graças a um mecanismo pelo qual as raízes buscam os gradientes de água”, explica Bonachela, atualmente pesquisador na universidade escocesa de Strathclyde.