Movimento rastafári

Rastafári (também grafado Ras Tafari) ou Rastafarianismo (termo considerado ofensivo) é um movimento religioso judaico-cristão surgido na Jamaica, na década de 1930, entre negros camponeses descendentes de africanos escravizados. O movimento cultua Haile Selassie I (1892-1975), o último imperador da Etiópia, como a reencarnação de Jesus Cristo ou como a própria representação de Deus (Jeová, também chamado pela forma abreviada "Jah"). De acordo com o livro etíope Kebra Negast, Haile Selassie é o herdeiro de uma dinastia real cujas origens remetem à etíope Rainha de Sabá e ao Rei Salomão de Israel, filho do Rei Davi. Inspirado pela visão política do ativista jamaicano Marcus Garvey, o Rastafári combina o Cristianismo, o Judaísmo e uma consciência política pan-africana. Entre suas principais leis e costumes, estão a desaprovação de modificações do corpo, o uso sacramental da Cannabis e a abstenção do consumo de carne e de bebidas alcoólicas. A religião foi internacionalmente difundida através dos artistas e letras de Reggae, gênero musical surgido nas favelas jamaicanas na década de 1970. Os membros do movimento são chamados rasta.